quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Somos o avesso um do outro. Quando duvido, paro, e tu segues em frente. Quando tenho medo, tu tens vontade; quando sonho, tu pegas nos meus sonhos e tornas realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sei o que quero, espero e tu escolhes; quando alguém me empurra, eu fujo e tu deixas-te ir. Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Eu acalmo-te, oiço-te e ajudo-te a parar. Tu puxas por mim, sacodes-me e ajudas-me a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz.

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